Perda auditiva no trabalho: direitos, provas e o que fazer

Você trabalha no barulho e percebeu que está ouvindo pior?

O serviço pode ter causado ou agravado essa perda. Se isso aconteceu, você pode ter direito a benefício do INSS, proteção contra demissão e indenização da empresa.

Por Allan Manoel · MDN Advocacia

O que aconteceu com sua audição?

Você foi ouvindo pior aos poucos, percebeu a perda depois de um barulho forte ou começou a sentir zumbido? Escolha a situação que mais se aproxima da sua.

Perda de audição por ruído ao longo do tempo

Trabalhar exposto a barulho por muito tempo pode fazer você perder a audição aos poucos, de forma permanente.

Essa perda é conhecida como PAIR, que significa perda auditiva induzida por ruído. Ela costuma atingir os dois ouvidos.

Ao comparar as audiometrias, o médico consegue ver em qual exame a alteração apareceu e se piorou nos seguintes. Por isso, leve os exames antigos e recentes à consulta.

Para investigar se o barulho causou essa perda, o médico também precisa saber em quais setores você trabalhou, por quanto tempo e que proteção usava.

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Perda depois de uma explosão ou de um som muito forte

Uma explosão ou outro som muito forte pode causar perda de audição na hora.

Se você passou a ouvir pior depois desse barulho, procure atendimento médico imediatamente.

Na consulta, explique o que aconteceu e o que sentiu em seguida. O médico vai avaliar se houve um trauma acústico, que é uma lesão causada por um som intenso.

Para comprovar o que aconteceu no trabalho, guarde os registros da ocorrência e anote quem presenciou o episódio. Cuide disso depois do atendimento.

Perder a audição de repente também pode ter outras causas. Mesmo que você tenha percebido o problema durante o expediente, o médico precisa investigar o que provocou a perda.

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Zumbido, apito ou chiado

Você ouve um apito ou chiado, mas não há nada ao redor produzindo esse som?

Esse zumbido pode ter relação com o barulho do trabalho e com a perda de audição. Também pode ter outras causas, que o médico precisa investigar.

Na consulta, conte quando o zumbido começou e se você também passou a ouvir pior, sentir tontura ou ter outros sintomas.

Se o zumbido tira seu sono ou atrapalha a concentração no serviço, explique ao médico como isso acontece.

Se você começou a ouvir menos de repente junto com o zumbido, procure atendimento médico imediatamente.

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Substâncias que podem prejudicar a audição

Certos solventes, metais e outros produtos químicos podem prejudicar a audição. Essas substâncias são chamadas de ototóxicas.

O risco depende de qual produto você usava, da quantidade e de quanto tempo ficava exposto. A exposição ao barulho no mesmo ambiente também pode prejudicar a audição.

Ao investigar a causa da perda, o médico precisa saber quais eram esses produtos e como você os utilizava. As fichas de segurança e as fotos dos rótulos ajudam a identificar as substâncias.

Peça as fichas à empresa e, se tiver permissão para fotografar os rótulos, leve também as fotos à consulta.

Alguns medicamentos também podem afetar a audição. Informe ao médico quais você toma, mas não interrompa o tratamento por conta própria.

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O que fazer depois de perceber a perda ou receber o exame?

  • Procure atendimento médico

    Se você passou a ouvir pior, precisa de uma avaliação médica para descobrir a causa e saber qual tratamento é indicado.

    Você pode começar pelo serviço de saúde a que tem acesso, como uma unidade básica de saúde (UBS), ou marcar uma consulta com um otorrinolaringologista, o médico que cuida do ouvido.

    Na consulta, conte quando a dificuldade começou e como ela aparece no serviço. Diga se precisa pedir que repitam as instruções, se não consegue acompanhar uma conversa no barulho ou se deixou de ouvir algum aviso.

    Pergunte se pode continuar fazendo as mesmas tarefas e se precisa se afastar durante o tratamento.

    Se o médico recomendar afastamento ou alguma restrição, peça que registre a orientação no atestado ou no relatório. Você vai precisar apresentar esse documento à empresa.

  • Peça cópia das audiometrias

    Os exames antigos permitem comparar como você ouvia antes e como está ouvindo agora. Peça à empresa ou à clínica cópia da audiometria atual e das anteriores, inclusive das feitas em outros empregos.

    Peça também os atestados de saúde ocupacional, chamados ASOs. Neles, o médico informa se você está apto para a função; os resultados da avaliação da audição ficam nas audiometrias.

    Por isso, mesmo que o ASO diga que você está apto, guarde os dois documentos. Veja o que significa uma audiometria alterada.

  • Avise a empresa sobre as restrições médicas

    A empresa precisa conhecer as restrições que o médico recomendou para o seu trabalho. Entregue os atestados e relatórios por um canal que deixe comprovante, como e-mail ou protocolo de recebimento.

    Peça à empresa uma avaliação do médico do trabalho e guarde a resposta sobre as tarefas que você pode realizar.

    Se houver suspeita de que o serviço causou ou agravou a perda, peça à empresa a emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho, a CAT.

    A CAT registra a ocorrência, mas sua emissão não garante, por si só, um benefício ou uma indenização. Os exames e as condições do serviço também serão considerados para reconhecer a relação da doença com o trabalho.

  • Se precisar se afastar, confira o pedido ao INSS

    Se o médico indicar afastamento, apresente o atestado à empresa. Quando você fica sem condições de trabalhar por mais de 15 dias, pode ser necessário pedir o benefício por incapacidade temporária ao INSS.

    O pedido pode ser feito pelo site ou aplicativo Meu INSS, com sua conta gov.br. Anexe o atestado, os exames e os relatórios médicos que comprovem a dificuldade para trabalhar.

    O INSS vai avaliar a incapacidade e conferir seu histórico de empregos e contribuições para saber se você tem cobertura da Previdência. As orientações para pedir estão no site oficial do INSS.

    Guarde o protocolo do pedido e a decisão do INSS. Se houver uma negativa, o motivo escrito nela vai orientar os documentos necessários para contestar.

Quais direitos a perda auditiva pode gerar?

Benefícios do INSS

  • Afastamento durante o tratamento

    Se a perda de audição deixou você sem condições de trabalhar, pode caber o auxílio por incapacidade temporária, conhecido como auxílio-doença.

    Além da incapacidade, o INSS confere se você continua coberto pela Previdência e se cumpriu o tempo mínimo de contribuição, quando ele é exigido.

    Quando o INSS reconhece que o trabalho causou a incapacidade, concede o benefício acidentário, identificado como B91. O B31 é o auxílio-doença comum, concedido sem esse reconhecimento da relação com o trabalho.

  • Auxílio-acidente se ficar uma sequela

    Se a perda de audição deixou uma sequela que reduz sua capacidade para fazer o trabalho de antes, pode caber auxílio-acidente.

    Na avaliação médica, o INSS precisa confirmar que a lesão se estabilizou e deixou uma limitação permanente. Ter dificuldade para trabalhar apenas durante a recuperação não basta para receber auxílio-acidente.

    No caso da perda auditiva, a lei também exige que a doença tenha relação com o trabalho. A redução da capacidade para as tarefas habituais precisa ser comprovada.

    • Empregados de empresas e empregados domésticos podem receber esse benefício.

    • O benefício também pode ser pago aos trabalhadores avulsos, que prestam serviço sem vínculo de emprego, com a intermediação de sindicato ou órgão gestor, como ocorre nos portos.

    • Trabalhadores rurais e pescadores que tiram o sustento do próprio trabalho ou do trabalho da família também podem ter direito. Para isso, precisam atender às regras da categoria chamada segurado especial.

    Quem contribui apenas como autônomo ou MEI não tem direito ao auxílio-acidente por essa categoria.

    A exclusão vale também para o segurado facultativo, que paga o INSS por opção, sem exercer atividade remunerada.

    Você pode continuar trabalhando e receber o auxílio-acidente. O benefício não é pago junto com aposentadoria.

    Entenda os demais requisitos e como pedir.

Proteção contra demissão

Se você recebeu auxílio-doença por causa da perda auditiva ligada ao trabalho, em regra tem 12 meses de proteção contra demissão sem justa causa depois que o benefício termina. É a chamada estabilidade.

Esse é o benefício acidentário, identificado pelo código B91.

Mesmo sem ter recebido esse benefício, você pode ter estabilidade se, depois do fim do contrato, for confirmado que o trabalho causou ou agravou a doença, conforme o Tema 125 do TST.

Se a empresa te demitiu durante esse período de proteção, pode caber a volta ao emprego ou uma indenização.

Um advogado pode conferir as datas do benefício e da demissão, junto com os documentos médicos, para saber se a dispensa desrespeitou a estabilidade.

Indenização paga pela empresa

O benefício do INSS e a indenização da empresa podem ser recebidos juntos, desde que você cumpra os requisitos de cada um. O diagnóstico da perda auditiva, sozinho, não garante esses pagamentos nem define o valor a receber.

Para cobrar uma indenização, você precisa demonstrar os danos que sofreu, a relação deles com o serviço e a responsabilidade da empresa.

A falta de medidas para diminuir o ruído ou de proteção adequada pode mostrar que a empresa falhou na prevenção.

Em algumas atividades, o próprio risco do trabalho pode gerar responsabilidade, sem que você precise provar culpa da empresa.

  • Gastos e renda perdida

    Você pode cobrar despesas com tratamento e a renda que deixou de receber por causa da lesão.

    Guarde as prescrições, os recibos e os registros dos períodos em que o problema afetou sua renda.

  • Pensão pela redução da capacidade profissional

    Se a perda de audição diminuiu sua capacidade para exercer a profissão, pode caber uma pensão.

    O valor depende do trabalho que você fazia e de quanto a lesão passou a limitar essa atividade. O percentual de perda que aparece no exame não vira, automaticamente, o percentual da pensão.

  • Danos morais

    A lesão e suas consequências na sua vida podem justificar indenização por danos morais, mesmo que você continue trabalhando.

    Ao procurar orientação jurídica, explique como a perda passou a afetar suas conversas e outras atividades do dia a dia.

Problemas com a empresa e o INSS

O exame deu alterado, mas o ASO diz que estou apto

Você pode ter uma alteração na audição e ainda conseguir exercer a sua função. Por isso, uma audiometria alterada e um ASO de aptidão podem existir ao mesmo tempo.

O médico do trabalho precisa considerar o que você faz no serviço, os exames e seu histórico de saúde para decidir sobre a aptidão.

Se você não consegue ouvir instruções ou perceber sinais de segurança, diga isso ao médico do trabalho. Pergunte se é seguro continuar nessas tarefas e se alguma restrição precisa constar na avaliação.

Guarde a audiometria, o ASO e as orientações que o médico registrou.

A empresa ou a clínica não entrega meus exames

Peça por escrito as audiometrias e os ASOs, indicando os períodos. Guarde o pedido e a resposta que receber. Se ninguém responder, guarde o comprovante do pedido.

Quando os exames mostram o início ou a piora de perda por ruído, o médico responsável pelo acompanhamento ocupacional deve fornecer as cópias ao empregado.

Se os exames usados para acompanhar sua audição mostrarem que a perda evolui de um jeito diferente do que costuma ocorrer nas lesões por ruído, o médico também deve entregar as cópias. Essa obrigação está prevista na NR-7.

Se a empresa ou a clínica recusar a entrega, leve os registros do pedido a um advogado para saber como exigir os documentos.

A empresa entregou protetor. Isso acaba com meu direito?

Ter recebido o protetor não afasta, por si só, a responsabilidade da empresa.

O equipamento precisava ser adequado ao barulho do seu setor. A empresa também tinha de orientar o uso e fazer a troca quando necessário.

Na perícia, conte se conseguia usar o protetor durante todo o tempo em que ficava exposto e quais medidas a empresa adotava para diminuir o ruído.

Os comprovantes de entrega e treinamento ajudam a conferir como a proteção era oferecida. Guarde os que tiver para apresentar ao advogado e ao perito, junto com seus exames.

Fui demitido com perda auditiva. E agora?

Se a empresa te demitiu durante a estabilidade, que é o período de proteção contra demissão, pode ser possível voltar ao emprego ou receber uma indenização.

Essa proteção pode existir quando a perda auditiva foi causada ou agravada pelo trabalho, mesmo que você só tenha descoberto a doença depois de sair da empresa.

Em regra, a estabilidade dura 12 meses depois do fim do benefício acidentário do INSS. Veja quando essa proteção também pode existir sem o benefício.

Continuar em tratamento, por si só, não impede toda demissão. É preciso conferir se você tinha estabilidade na data da dispensa.

Leve a rescisão, os exames e os documentos do INSS a um advogado. Com eles, ele pode verificar até quando a proteção valia e qual é o prazo para contestar a demissão.

Leve também as mensagens em que avisou a empresa sobre a perda de audição. Se o diagnóstico veio depois da dispensa, informe quando soube da doença e da possível relação com o serviço.

O INSS negou meu benefício

O motivo da negativa fica na decisão do INSS. Peça ou baixe uma cópia para saber o que precisa contestar.

Se o INSS entendeu que você consegue trabalhar, leve a decisão ao médico e explique quais tarefas não consegue mais fazer. Um relatório que descreva essas limitações pode ajudar a discutir a recusa.

Se a negativa foi por falta de relação com o trabalho, reúna os exames e os registros do barulho ou dos produtos a que você estava exposto.

Se você pediu auxílio-acidente, o INSS pode ter entendido que a sequela não reduziu sua capacidade para o trabalho. Nesse caso, o relatório médico precisa descrever como a limitação afeta suas tarefas.

A negativa também pode ser por falta de documento ou porque sua categoria de segurado não tem direito ao benefício.

Quem contribui apenas como autônomo ou MEI, por exemplo, não recebe auxílio-acidente por essa categoria; um relatório médico não resolve esse motivo de recusa.

Um advogado pode conferir o motivo da negativa e orientar se cabe recurso ou ação.

Se você continua empregado, comunique a decisão à empresa. Guarde as orientações médicas e o que a empresa informar sobre seu retorno.

A empresa não quer emitir a CAT

Você pode registrar a CAT mesmo que a empresa se recuse a fazer isso.

Seus dependentes, o sindicato, o médico que atendeu você ou uma autoridade pública também podem fazer a comunicação.

O serviço oficial de registro da CAT informa como fazer a comunicação e quais dados são necessários. Guarde também o pedido que você fez à empresa.

Como mostrar o que mudou na audição e no trabalho?

Os exames mostram como sua audição mudou ao longo do tempo. Para investigar a relação com o serviço, o médico precisa comparar essas mudanças com os ambientes em que você trabalhava em cada época.

Organize as audiometrias por data e anote o setor, as tarefas e a exposição a barulho ou produtos de cada período, como no exemplo abaixo.

Exames e trabalho na mesma linha do tempoExemplo hipotético de organização dos documentos. A sequência não determina a causa da perda.
  1. Antes da mudança de setor

    Saúde e exames

    Audiometria e registros de consultas anteriores à mudança de setor.

    Trabalho e exposição

    Função anterior, tarefas e proteção usada naquele período.

  2. Depois da mudança

    Saúde e exames

    Data em que a dificuldade começou e atendimento em que foi relatada.

    Trabalho e exposição

    Quando passou ao novo setor, máquinas próximas e tempo de exposição.

  3. Na avaliação seguinte

    Saúde e exames

    Nova audiometria, relatório e orientações médicas.

    Trabalho e exposição

    Comunicação à empresa, resposta e eventual mudança de tarefa.

Inclua os empregos anteriores, as doenças que já tinha e as exposições a barulho ou produtos fora do serviço.

Se não lembrar o dia exato, indique que a data é aproximada. Procure algum registro que ajude a confirmá-la.

Mesmo que você já tivesse perda de audição antes, o trabalho pode ter piorado o problema. Quando ele contribui junto com outras causas, essa participação é chamada de concausa.

Os exames anteriores permitem comparar a perda que já existia com as mudanças que apareceram durante o trabalho.

Na consulta e na perícia, explique as tarefas que ficaram difíceis. Você pode conseguir conversar em um lugar silencioso e ter dificuldade para entender instruções perto das máquinas; informar só o nome do cargo não mostra essa diferença.

Veja como organizar a prova da relação entre doença e trabalho.

Quais documentos guardar?

Marque o que você já reuniu. Se falta algum item, anote no celular ou em um papel quem pode fornecer.

Se ainda faltar algum documento, você pode procurar um advogado com o que já tem. Ele pode orientar como conseguir os registros que ficaram com a empresa ou a clínica.

  • Guarde os resultados com as datas, inclusive os exames feitos em outros empregos.

  • Peça ao serviço de saúde uma cópia do prontuário, que reúne os registros do atendimento. Guarde também os relatórios médicos e os atestados que recebeu.

  • Reúna os atestados sobre sua aptidão para a função, inclusive os que registram inaptidão, e as recomendações sobre tarefas que precisa evitar.

  • Separe a carteira de trabalho e os registros de mudanças de setor. Anote o que fazia em cada função.

  • Reúna os registros de ruído, produtos, protetores e treinamentos que tiver. Anote quais documentos estão com a empresa.

  • Guarde pedidos, comprovantes de entrega e respostas sobre exames, restrições e mudanças de função.

  • Reúna os protocolos, as decisões e os laudos. Anote também as datas de início e fim dos benefícios que recebeu.

  • Separe os comprovantes das despesas com o tratamento e os documentos da saída do emprego.

Esta lista não envia documentos. As marcações são apagadas quando você recarrega a página.

Como a MDN
pode ajudar você

A MDN atua na defesa de trabalhadores em casos de acidente e doença do trabalho.

Um advogado analisa seus documentos, explica quais direitos você pode cobrar e orienta quais provas precisa reunir.

Atendemos por WhatsApp e reunião por vídeo, de qualquer lugar do Brasil.

Allan Manoel, advogado e sócio da MDN
Allan ManoelAdvogado · OAB/CE 40.071
Ivan Nascimento, advogado e sócio da MDN
Ivan NascimentoAdvogado · OAB/CE 36.554
Juliana Moreira, advogada e sócia da MDN
Juliana MoreiraAdvogada · OAB/CE 43.643

O que podemos fazer por você

  • Avaliar se a demissão pode ser contestada e quais indenizações cabem no seu caso.
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  • Entrar com a ação trabalhista e acompanhar o processo e os recursos.

Você pode explicar sua situação por mensagem escrita e enviar os documentos que já tiver.

Vídeos do canal MDN sobre audição e trabalho

Assista aos vídeos completos sobre perda auditiva, sequelas, provas e benefícios.

Perda auditiva

Perda auditiva: o que precisa aparecer no seu exame pra você ter direito

Audiometria, exames antigos e dificuldades para ouvir no serviço.

Vídeo completo · 10:23 · MDN Advocacia

Assistir no YouTube
Sequelas e tarefas

Sequelas que garantem o Auxílio Acidente (atualizado em 2025)

Exemplos de sequelas e de como elas afetam as tarefas, incluindo a perda de audição.

Vídeo completo · 9:36 · MDN Advocacia

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Retorno ao trabalho

Voltei ao Trabalho com Sequelas: Quais São Meus Direitos?

O retorno ao serviço quando a lesão deixa limitações.

Vídeo completo · 6:14 · MDN Advocacia

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Provas da doença

Como Provar que a Doença Foi Causada pelo Trabalho (2026)

Documentos médicos, registros do trabalho e o papel da perícia.

Vídeo completo · 17:34 · MDN Advocacia

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Benefício do INSS

Auxílio-Acidente do INSS: Como Saber se Você Tem Direito (e Receber Mais Rápido)

Como funciona o auxílio-acidente e como preparar o pedido ao INSS.

Vídeo completo · 7:59 · MDN Advocacia

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Dúvidas sobre audição e trabalho

Perda leve ou em um ouvido também pode dar direito a benefício?

Pode. Mesmo uma perda considerada leve ou que afeta apenas um ouvido pode dificultar as tarefas do seu trabalho.

Para receber auxílio-acidente por perda auditiva, você precisa comprovar que a doença tem relação com o serviço e que, depois de a lesão se estabilizar, ficou uma sequela que reduziu sua capacidade para as tarefas habituais.

Também é necessário pertencer a uma das categorias que têm direito ao benefício. Confira quem pode receber auxílio-acidente.

A perda em apenas um ouvido não prova nem exclui, por si só, a relação com o trabalho. O médico precisa investigar a causa.

Continuar trabalhando impede pedir indenização?

Não. Você pode continuar trabalhando e pedir indenização pelos danos que sofreu.

Para isso, precisa demonstrar o prejuízo, a relação com o serviço e a responsabilidade da empresa.

Se pedir pensão ou auxílio-acidente, também será preciso comprovar que a perda reduziu sua capacidade para o trabalho.

Sua estimativa pode chegar aR$ 0.

Esse é um valor estimado. Um advogado precisa analisar os documentos e os detalhes do seu caso.

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